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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Testemunho de uma ex protestante:

Do ódio ao amor à única igreja instituída por Cristo!
Na minha infância, minha família se intitulava católica, porém, infelizmente como muitos, não frequentava assiduamente nem conhecia de verdade a igreja. Graças a Deus e por intervenção de minha irmã, fui batizada na igreja aos 2 anos. Porém, também através dela, todos nós nos tornamos protestantes.
Praticamente então, cresci na igreja Assembléia de Deus - ministério Belém e como a maioria dos protestantes, sem perceber, tinha muito ÓDIO da igreja Católica e especialmente de Nossa Senhora.
Eu sempre fui muito assídua aos cultos protestantes, ao mesmo tempo, parecia que faltava alguma coisa. Quando saí da adolescência, troquei de igreja e passei a frequentar a Bola de Neve.. contudo, ainda me faltava alguma coisa!!!
Buscando me encontrar, passei a visitar muitas e muitas igrejas protestantes e na prática, fiquei um bom tempo sem frequentar nenhuma igreja, pois "nenhuma se adequava a mim".
Em 2013, numa balada, conheci então aquele que se tornaria meu marido, o Fábio, e que era Católico. Na época eu e ele, estávamos afastados da igreja. Namoramos por 2 anos. As vezes discutíamos sobre religião, mas nada demais.
Assim que completamos 2 anos juntos, ele me pediu em casamento 👰🏻 😍 porém, no mesmo dia começamos a nos questionar: como seria a criação dos filhos? Como e onde seria o casamento? Etc... Então começamos a brigar, e muito!!!
Cansados de brigar, já esgotados, mesmo afastados recorremos a Deus. Eu levei ele na igreja protestante comigo (acreditem! Todas as vezes que ele ia, falavam mal de Maria).
Ele me levou na igreja católica (e eu ficava de costas para o Santíssimo, enquanto todos estavam ajoelhados, eu fazia questão de ficar sentada, e quando falavam qualquer coisa de Maria eu revirava os olhos).
Estas idas do Fábio à igreja protestante, fez acender nele o desejo de voltar a Deus para que defendesse e sobretudo vivesse a sua fé na igreja Católica!

Decidimos então fazer um propósito: 
Nós dois estudaríamos as duas religiões e discutiríamos sobre os assuntos escolhidos. Além disso durante um mês, ficaríamos em jejum de carnes e total abstinência (nesta época ainda não vivíamos a castidade).

Meu pensamento foi: "Glória a Deus, tenho certeza que ele vai se converter e virar pastor!!!".. Mas em vez disso, a discussão foi tão feia que quase terminamos.
Não desistimos por ai!!! Depois disso, ardia em mim o desejo profundo de estudar as histórias das duas igrejas! Conheci a história da igreja protestante que os próprios protestantes nunca ensinam nas igrejas (Lutero, Calvino, Zwinglio) e comecei desesperadamente a conhecer a história da igreja Católica. 
Foi então que decidimos fazer mais um mês de jejum e abstinência. Desta vez minha oração foi diferente, sendo a seguinte: "Senhor, nos mostre a verdade."

Uma noite, na primeira semana de jejum, eu estava prestes a dormir quando pensei ter escutado alguém entrar em meu quarto. Logo vi que não era ninguém e voltei a deitar! Senti então, um forte sopro em meu ouvido. (Eu sou muito medrosa! Mas não senti medo algum! Pelo contrário). 
Dormi e senti que no dia seguinte eu estava diferente! Já não tinha mais ódio da igreja Católica. Aquele sopro, tenho certeza que foi do Espirito Santo..

Porém, no meu orgulho, cheia de dúvidas e medos impostos pelo protestantismo, me fizeram parar de continuar pensando na igreja Católica.. cheguei a me revoltar com Deus!
Continuei então à procura de uma igreja protestante para frequentar, mas Deus não me respondia e eu não entendia o silêncio Dele! Por um ano fiquei perdida. Relutei em ouvir a voz de Deus que dizia: "Calma filha! Eu vou te colocar no lugar certo, na hora certa!"
Quis desistir de tudo! Até do casamento! Para mim era algo que nunca iria funcionar. Eu jamais viraria católica!!!! Nunca!!!! "Deixei a vida me levar" 
E um certo dia estava com o Fábio e ouvi perfeitamente a voz de Deus, como se alguém me falasse aos ouvidos: "Filha, como você quer mudança, se você não larga o pecado?" A voz dizia a mesma coisa repetidas vezes! Quando então contei ao Fábio. Juntos decidimos mais uma vez, fazer um jejum e abstinência por 40 dias. E desta vez prometemos algo a mais! Permaneceríamos em castidade até o casamento. Entregaríamos até mesmo a noite de núpcias caso o Senhor convertesse um de nós!

Minha oração desta vez foi a seguinte: "Deus, nos mostra o verdadeiro caminho, e se for preciso eu te entrego o amor da minha vida! Prefiro ficar sozinha contigo do que no erro com ele. Te entrego o meu Isaque, te entrego o nosso destino. Só quero se for da Sua vontade"
Continuei sozinha os estudos! Não queríamos mais discutir. Eu estudava noite e dia, assisti muitos testemunhos, muitas palestras e explicações, lia a Bíblia. Antes eu achava que a Bíblia se contradizia. E fui percebendo que na verdade ela se completa! Ela é perfeita! E tudo que a igreja católica dizia, na verdade estava na Bíblia! Tudo se encaixava perfeitamente. 
Mesmo assim nas minhas misérias, o medo de dar um passo errado, me assombrava! Continuei odiando Maria.

Uma semana antes do jejum acabar, meu noivo me levou para o acampamento Livrai-nos do mal, na Canção Nova. Ao ouvir o nome de Maria eu virava para o Fábio e dizia: viu? Olha só vocês adoram Maria!!! Comecei a falar muito mal de Maria e cai em um choro profundo! Foi quando mulher se aproximou de mim, me abraçou e simplesmente disse: "Maria te ama! Ela me mandou te abraçar, recebe este abraço de mãe!"
Eu fiquei sem reação! Como eu pode, eu a odiava e estava chorando muito por causa disso, e ela na mesma hora me abraçava?!! Chorei mais ainda!!!
Neste retiro o missionário Ironi Spuldaro, fez uma oração de cura e libertação. Profetizou que muitas pessoas seriam libertas durante a semana. Exatos 7 dias após a oração, tive náuseas e fui parar no hospital. Depois disto, não sei explicar! Mas meus olhos se abriram e o medo desapareceu. Dei um passo de fé e contei ao Fábio que eu havia achado a igreja que eu tanto procurava! A Santa Igreja Católica Apostólica Romana!
Comecei a entender perfeitamente que o que eu mais precisava, não era uma igreja que se adaptaria a mim.. era o contrário, eu tinha que me adaptar a igreja, única e verdadeira noiva de Cristo!
No domingo seguinte, o Fabio me levaria à uma missa na comunidade Shalom de Guarulhos, e lá mais uma resposta de Deus, pois o evangelho do dia falava justamente sobre a instituição da igreja feita pelo próprio Jesus à Pedro dizendo: Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra EDIFICAREI A MINHA IGREJA!! Chorei a missa inteira, e ao final dela, conheci o padre Weber, que se tornou o meu pai espiritual e foi ao longo do último ano de 2016 me ensinando sobre a igreja de Cristo e esclarecendo as dúvidas que ainda restavam..
Em abril de 2017 durante a vigília pascal, dei mais um passo importante na fé, um tesouro precioso estaria em mim e eu Nele, Jesus Eucarístico, Verdadeiro Pão da Vida! Me sinto totalmente completa! Encontrei o que tanto procurava!!!
Eu quis desistir de mim mesma para que Deus realizasse os sonhos Dele em mim. E Ele me surpreendeu, me dando muito mais do que eu esperava!
- Letícia Alencar, Católica Apostólica Romana!
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domingo, 29 de novembro de 2015

LINDO TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DE UM EX-PROTESTANTE

Depois de 17 anos como Protestante jovem se converte ao Catolicismo!
Meu nome é Lucas e tenho 19 anos. Fui por 17 anos evangélico de uma grandedenominação, mas foi apenas com 13 anos, quando me “batizei” que me engajei na igreja que frequentava. Entrei no grupo de jovens, no coral da igreja, e na orquestra de sopro. Adorava de uma certa forma a receptividade de meus colegas de congregação.
Mas, no entanto, um dia, 3 dias antes do meu aniversário de 16 anos, um pastor veio de outra igreja para pregar, ele colocou um ponto de interrogação: “Irmãos, será que as igrejas atuais são verdadeiramente as mesmas da igreja primitiva? ”. Fiquei com essa pergunta em minha cabeça, e então comecei a pesquisar sobre o assunto, e sabe Deus como, parei em Martinho Lutero. Quando li um livro chamado “Heróis da Fé” de Orlando Boyer, vi que Martinho Lutero havia sido um “mártir” da igreja, e que a Igreja Católica era a “Bruxa má” da história, com sua Inquisição que matou 20 milhões de cristãos (lógico que isso era puro marketing dos protestantes na verdade a inquisição não matou ninguém). Enfim, comecei uma paixão cega a esse Lutero, de tal maneira que ignorei os escritos que falavam contra ele e suas ideias heréticas. No entanto tudo mudou no dia 11 de fevereiro de 2013.
Sem dúvida a renúncia do papa emérito Bento XVI, chocou o mundo, e de uma certa forma, eu estava naquele grupo do “Ele renunciou? Tá, e eu com isso? ...”, mas não segui o exemplo do grupo que pertencia, e comecei a pesquisar sobre a história da Igreja Católica, e eis que nessas andanças pela internet, comecei a ler vários artigos, bem como do padre Paulo Ricardo, e outros blogs na internet.

Comecei a conhecer o que era realmente a Igreja Católica. Sabe como eu via a Igreja? Via como um bando de pessoas que iam para queimar incenso e adorar imagens imóveis, e que acreditavam que eles eram deuses (verdadeiramente, nunca havia entrado e mais estranhamente, quem fala essas coisas da Santa Igreja, nunca pisaram dentro de uma). Mas vi que é uma Igreja que tem tradições ininterruptas a mais de 2000 anos, que mesmo passando pelas maiores tribulações se mantém firme, com uma sucessão desde o Apóstolo São Pedro, que recebeu do próprio Cristo, a chefia da Santa Igreja.
Eu ainda, nessa época estava adquirindo experiência, queria ter certeza que estava certo de minhas conclusões, e os exemplos em minha volta não me ajudavam, nessa época meus pais haviam se separado, minha mãe havia ido morar em outro estado, e eu perguntava “Deus, será que estou no caminho errado? ”. No dia seguinte de ter ficado nessa incógnita, fui consultar uma professora de escola dominical, que havia ficado 30 anos na Igreja Presbiteriana. Quando a questionei se a SolapScriptura, teria algum baseamento bíblico ela me interrompeu com a pergunta: ”Está questionando um dos pontos principais de nossa fé”? Eis que fiz algo que não costumava fazer, ficar gago. Retomei a pergunta e ela me respondeu: “Isso não precisa estar escrito na bíblia, é uma tradição que vem dos tempos da Reforma Protestante”, e saí de lá com mais dúvidas que entrei, como as tradições apostólicas da Igreja Católica, não podem ser aceitas, mas a tradição ditada por um homem que se rebelou contra a própria ordem, pode ser?
E eis que o ano de 2014 começava com novidades na minha casa: minha irmã havia decidido ingressar na Igreja Católica. Como queria ter tido a coragem que ela teve! Parte do processo de conversão partiu de meu pai, que é um daqueles católicos desligados, (pelo menos foi o que minha catequista notou rs) e a outra parte, de meus estudos “loucos” sobre a Santa Igreja.

O dia que ganhei um pontapé nos fundilhos, foi dia 09 de novembro de 2014, segundo dia de provas do ENEM, mas antes de ir ao exame, acompanhei um dos momentos mais sublimes de minha vida: ver minha irmã receber os três sacramentos. Havia relutado em ir a cerimônia, com a desculpa que teria que fazer o exame a tarde, mas de última hora decidi ir. Não me arrependo da escolha que fiz. Acompanhar o batismo, foi sublime, mais sublime, foi o pároco, que a cada momento da celebração explicava o significado dos sacramentos que seriam impostos: Batismo, Eucaristia e Crisma. Acompanhei a celebração com os olhos fixados no altar.

Resumindo ao final da celebração, fui até a sacristia, e falei com padre Antônio, onde contei toda minha vida a ele, e confessei que nunca tinha visto uma celebração tão sincera como aquela e que a partir daquele momento queria me tornar católico, e ele me disse algo que até hoje não sai de minha cabeça, “Ser um católico meia boca todo mundo consegue ser, mas um bom católico tem que seguir uma boa caminhada, mas não espere mar de rosas, você vai enfrentar muitas tempestades. ”

Ele nunca esteve tão certo, perdi pessoas que um dia me chamaram de “amigo”, pessoas que passei 17 anos de minha vida ao lado, e que apenas ao pronunciar as palavras ” Me converti ao catolicismo”, deram as costas e me trataram como um desconhecido. Mas como dizem, “Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”, ganhei muitas pessoas que estão me auxiliando em minha caminhada, e principalmente uma Mãe, que acolhe a todos com amor.

Acho que a frase de G. K. Chesterton resume toda minha conversão: “Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la”. Recebi meus sacramentos no dia 22/11, depois de um ano de muitas lutas e perseveranças, e dentre em breve estarei fazendo vocacional de discernimento sacerdotal.
Para finalizar meu testemunho deixo a frase de São João Paulo II: “Os jovens estão chamados a serem os protagonistas dos novos tempos. Tenho plena confiança neles e estou certo de que têm a vontade de não defraudar nem a Deus, nem à Igreja, nem à sociedade da que provêm. ”
Paz e Bem!
Lucas Freitas

sábado, 1 de agosto de 2015

Carta de um missionário que se prepara para morrer



Em 1995, fui enviado como missionário pela Igreja, por meio dos Padres de São Columbano, às Filipinas. Não sei exatamente como fui escolhido pela Igreja para ser missionário e, como tal, enviado a evangelizar os filipinos, mas sempre tive a mais firme convicção de que sê-lo foi o principal fio do tecido da minha vida como sacerdotee como homem.
 
Há 7 anos, diagnosticaram-me câncer de cólon. Este câncer é bastante aterrador, tanto que até me perguntei se a minha vida como missionário havia chegado ao seu fim, mas, depois de uma cirurgia e quimioterapia, fiquei livre para voltar ao meu trabalho, tanto de evangelizar como de ser evangelizado pelos filipinos, já que isso era o que estava acontecendo.
 
No entanto, depois de um ano, surgiu um novo câncer nos pulmões, e fiz mais 5 anos de quimioterapia, durante os quais tive a oportunidade de continuar como um missionário muito feliz e produtivo. Foi assim até julho de 2002, quando tive de voltar a Omaha para fazer radioterapia e uma nova quimioterapia.
 
Enquanto isso, cumpri 75 anos de vida, mas a quimioterapia minou minhas forças, e os filipinos me perguntavam, pelo telefone e por carta, quando é que eu "voltaria para casa". Meu corpo e meu médico me disseram que não seria tão cedo. Mas eu achava que, de fato, voltaria. Afinal de contas, eu era um missionário e minha vocação era para a vida inteira. Como sacerdote e como homem, eu não conhecia outra vida nem queria nenhuma outra.
 
Então, meu último tratamento com quimioterapia não surtiu efeito, e o câncer estava crescendo novamente. Não estou particularmente assustado com esta notícia, mas me entristece. Continuo sendo um missionário quando já não posso estar com aqueles com quem passei a vida inteira?
 
Agora, posso dedicar mais tempo à oração e à meditação da Palavra de Deus, mas não sei se rezo melhor do que antes. Tenho mais tempo para recordar com grande alegria as centenas de pessoas que me chamaram de "padre", "pai". Seu amor me sustentou durante tanto tempo!
 
Sempre considerei que um sacerdote precisa ser um homem de oração para ser digno de qualquer coisa, e um sacerdote missionário, mais ainda que os outros.
 
Ainda que minha oração seja pobre, percebi que, por enquanto, é a única maneira que tenho de ser missionário, e me comprometo a continuar fazendo isso enquanto tiver forças.
 
Talvez eu possa aplicar a mim mesmo o que preguei a tantos idosos e outros doentes: que estes momentos podem ser mais produtivos que qualquer outro momento de uma longa carreira missionária.
 
(O Pe. Jim McCaslim faleceu no dia 16 de setembro daquele ano)

Adivinhe por que esta mulher muçulmana se tornou católica



Ela se esconde sob o pseudônimo de Sabatina James, tem 31 anos e é obrigada a viver com escolta policial 24h por dia, mudando regularmente de localidade na Alemanha.
 
Sua história também foi contada pela Newsweek: quando tinha 10 anos, sua família muçulmana sunita se transferiu de Lahore (Paquistão) a uma pequena cidade da Áustria. Aos 17 anos, voltou ao Paquistão, porque seus pais queriam celebrar sua união com um primo a quem a haviam prometido em casamento quando era criança. Ela se rebelou e então foi confinada em uma escola corânica sunita para que aprendesse a ser uma “paquistanesa decente”.
 
A dureza das suas condições a fizeram ceder, de maneira que seus pais, acreditando que agora ela queria se casar, deixaram-na voltar à Áustria para que terminasse seus estudos, para depois regressar ao Paquistão para casar-se. Ao chegar aos 18 anos, Sabatina fugiu, e a amizade com um colega de faculdade evangélico a levou a um itinerário de conversão, oscilando entre o protestantismo e o catolicismo.
 
Está sempre presente nela a advertência da comunidade islâmica na qual cresceu: entre os cristãos não há santos, suas igrejas estão vazias e seus prostíbulos, cheios. No entanto, apesar disso, os símbolos católicos a atraíam; a imagem de Deus que escolhe sofrer na cruz a comovia.
 
Sua primeira constatação foi a de que o temor de Deus professado pelos cristãos, baseado no amor, é diferente do temor de Deus professado pelos muçulmanos, baseado no medo. Seu amigo cristão lia passagens da Bíblia que lhe davam paz e serenidade, como o Alcorão jamais havia feito.
 
Sabatina recorda esses dias assim: “Cristo mostrava suamisericórdia às mulheres adúlteras, enquanto Maomé permitia que fossem lapidadas. Quanto mais eu lia o Alcorão, mais ódio sentia dos que eram diferentes dos muçulmanos; no entanto, como cristã, sinto amor por estas pessoas e desejo que recebam o mesmo amor que eu senti através de Jesus”.
 
Sabatina chegou a procurar um padre católico, mas no começo não recebeu muita atenção; alguns diziam que Maomé também foi um profeta, com medo de ofender o islã. Mais confusa do que antes, ela se orienta ao evangelismo, sofrendo as ameaças dos seus pais: se não voltasse atrás, eles a matariam. A polícia não a ajuda, mas a igreja evangélica sim.
 
No entanto, ela continuava sentindo que lhe faltava algo; seu fascínio pela experiência católica só aumentava, fazendo-lhe intuir interiormente que esta é a “Igreja verdadeira”; é um chamado interior. Então, ela decidiu se aproximar dos grandes Padres da Igreja, como Agostinho, Inácio de Antioquia e Irineu. As ameaças aumentaram, mas a força da nova conversão, agora ao catolicismo, deu-lhe o sorriso da paz interior e a plenitude de vida.
 
encontro com Jesus agora é real, e o que mais impressiona Sabatina é esta passagem: “Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações; para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas” (Isaías 42, 6-7).
 
Sabatina compreende que sua missão é apoiar as mulheres muçulmanas que se dirigem a ela porque foram espancadas e repudiadas pelos seus maridos ou porque querem sair dos seus países.
 
“E nós, os católicos – lamenta Sabatina –, muitas vezes ensinamos que todas as religiões são iguais, e assim fazemos que os católicos se convertam ao islã, para depois irem combater a jihad no Iraque.”
 
Com a fundação da qual se tornou embaixadora, “Terre de Femmes”, Sabatina luta hoje pela igualdade das mulheres muçulmanas. “Milhares de mulheres são torturadas e assassinadas em nome de Alá; nos últimos anos, só no Paquistão, mais de 4.000 mulheres foram queimadas vivas”, escreveu em seu livro “Minha luta pela fé e pela liberdade” (Ed. Palabra, 2013).


De família judia da esquerda radical, ele era ateuniilista,comunista e só queria atacar a Igreja. Hoje, o professor francês Fabrice Hadjadj é um dos mais renomados pensadores católicos do mundo, depois de ter atravessado um longo processo de conversão.

“Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj, que desenvolveu um ateísmo marcado pelo anarquismo. A leitura de Nietzsche o levou ainda ao niilismo, aumentando nele a “violência anticristã”.

“Um dia, um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um vinha precedido por uma citação bíblica”. Fabrice Hadjadj viu nisto mais uma oportunidade de ridicularizar Deus. “Eu queria ler a Bíblia para rir. Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema era que, para caçoar bem da Bíblia, eu tinha que lê-la”.


Isaías e Jó


“Comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde, reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida a tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne e osso e em espírito. Eu tinha querido me desviar da Escritura, e ela me devolveu ao caminho”.


A doença do pai


“Alguns meses mais tarde, o meu pai ficou doente. Eu não sabia o que fazer para ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto da minha casa em Paris. Era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do céu. Eu estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.


O julgamento de um nazista


“Outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar o fuzilamento de sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Naquela tarde, em sua casa, este jovem se perguntava se teria sido melhor do que aquele homem. De repente, eu descobri a minha miséria interior e pensei em Cristo como um Inocente, um absoluto Inocente que veio para me redimir, com toda a humanidade manchada pelo mal, para me salvar com todos, vítimas e verdugos”.

Cinco anos mais tarde, “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube, anos mais tarde, que aquele foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento tinha se escondido durante meses.


Professor, pai de família e defensor da vida


Após descobrir a fé, a vida de Fabrice Hadjadj mudou completamente. Ele não queria ter filhos. Agora tem seis. Através da sua coluna no jornal "Le Figaro", ele tem sido um dos intelectuais que mais questionam a equiparação entre a união homossexual e o casamento, bem como as consequências da adoção de crianças por parte de casais homossexuais.


O demônio e o mundo de hoje


Um de seus livros mais importantes trata do "príncipe deste mundo". Hadjadj observa que “é preciso entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Sabendo exatamente a verdade, ele nos leva ao erro dando-lhe um aspecto atrativo; utiliza a nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.


Fé, coerência e razão


Os cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e se esquece de amar o próximo em casa ou na própria cama”.

"Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc… Ninguém diz ‘sou homem’. O importante, para o crente, é compreender que, diante dele, há sempre um homem, alguém que está, como eu, exposto ao pecado e à morte e que talvez seja um pouco menos consciente do Mistério".


Conversão e vivência do presente


“Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre o meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos pelo meu matrimônio, que, no entanto, é o cumprimento do meu batismo. Eu poderia escrever milhares de páginas sobre a minha conversão. Mas seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que, se sou cristão, é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é principalmente o assombro diante daquilo que me rodeia”.


sources: ALETEIA

Imã se converte ao catolicismo: "O Alcorão diz que Jesus Cristo está vivo"



Mario Joseph era imã aos 18 anos e, ao converter-se ao cristianismo, sofreu até uma tentativa de assassinato do seu pai. Hoje, ele é pregador católico na Índia. É um caso único no mundo. É o clérigo muçulmano mais jovem que abraçou o cristianismo, o que lhe supôs uma sentença de morte.
 
No cemitério da sua cidade natal, na Índia, há uma lápide com seu nome, em cima de um túmulo que tem uma escultura de barro do seu tamanho. Seu pai lhe disse: "Se você quiser ser cristão, terei de matá-lo".
 
Mas este homem ainda está vivo e Lartaún de Azumendi o entrevistou:
 
Mario Joseph, você tinha 18 anos e era um clérigo muçulmano. Como aconteceu esta mudança?
 
Eu era o terceiro de 6 irmãos e, aos 8 anos, meu pai me enviou a uma escola corânica para que eu me tornasse um imã. Depois de 10 anos de estudo, aos 18 anos, então, eu me tornei imã. Um dia, eu estava pregando na mesquita que Jesus Cristo não era Deus e então uma pessoa do público me disse para não dizer isso; e me perguntou quem era Jesus Cristo.
 
Como eu não tinha uma resposta para dar, comecei a ler todo o Alcorãoe lá descobri que o capítulo 3 fala de Jesus, que muitas vezes é chamado de Jesus Cristo; e, no capítulo 9, fala-se de Maria.
 
Maria é o único nome de mulher que aparece no Alcorão; de Jesus, diz-se que Ele é a Palavra de Deus.
 
A região em que você morava na Índia era muçulmana?
 
Sim, é de maioria muçulmana e hindu; praticamente não há cristãos.
 
A partir dessa dúvida que você teve enquanto estava pregando, como começou o processo de conversão?
 
Alcorão diz que Maomé está morto, mas que Jesus Cristo ainda está vivo. Então, quando eu li isso, me perguntei: quem devo aceitar: o que está morto ou o que está vivo?
 
Perguntei a Alá sobre quem eu deveria aceitar e comecei a orar para que me ajudasse nesta questão. Quando comecei a orar, abri o Alcorãoe li, no capítulo 10, versículo 94, que os que tinham uma dúvida assim, deveriam ler a Bíblia. Por isso, decidi começar a ler e estudar a Bíblia. Então, percebi quem é o Deus verdadeiro e, partir disso, abracei ocristianismo.
 
Você conta isso de maneira natural, mesmo sabendo a situação pela qual poderia passar. Como sua comunidade reagiu?
 
Quando eu me converti, fui a um centro de retiros e minha família começou a me procurar. E me encontraram lá. Meu pai me espancou e me levou para casa. Quando chegamos, ele me trancou em um quarto, amarrou minhas mãos e meus pés, deixou-me nu, colocou pimenta nos meus olhos, boca e nariz, e me deixou lá, assim, sem comida, durante 28 dias. Passado este tempo, meu pai voltou e me pegou pelo pescoço, para ver se estava vivo.
 
Abri os olhos e vi que ele tinha uma faca na mão. Ele me perguntou se eu tinha aceitado Jesus e disse que me mataria se eu o aceitasse. Eu sabia que o meu pai ia me matar, porque ele é um muçulmano muito duro, eu tinha certeza. Mas respondi que aceitava Jesus Cristo; naquele momento, senti uma luz muito forte na minha mente, que me deu forças para gritar: "Jesus!".
 
Naquela hora, meu pai caiu e acabou machucando seu peito com a faca; foi um grande corte, que sangrava muito; saía espuma pela boca dele. Nesse momento, minha família, assustada, o socorreu e o levou ao hospital, mas se esqueceu de trancar a porta. Eu pude sair e pegar um táxi, para ir ao centro de retiros de onde tinham me tirado, e fiquei lá, escondido.
 
É incrível que você tenha tido força física para sair de saca e ir ao centro de acolhimento católico...
 
Eu estava magro e muito fraco, mas aquela luz me deu forças e uma saúde que eu não sabia de onde vinha. No entanto, sofro até hoje as consequências desse castigo, porque tenho uma úlcera no estômago e úlceras na boca.
 
Faz quanto tempo que isso aconteceu?
 
Faz 18 anos. E o sofrimento ainda me acompanha. O Alcorão diz, em mais de 18 lugares, que quem rejeita o Alcorão deve ser eliminado.
 
Você nunca mais voltou a ver o seu pai?
 
Nunca mais voltei à minha cidade. Nunca mais pisei minha terra. Não só isso; eu estou enterrado lá, porque meus pais fizeram um túmulo para mim, com uma lápide que tem o meu nome e o dia do meu nascimento.

sources: COPE

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Saindo de Sodoma

Testemunho de ativista homossexual convertido à fé católica: “Não há nenhuma felicidade fora da ordem moral”

         Depois de uma vida desregrada, Eric Hess, ativista gay de Wisconsin, Estados Unidos, encontrou-se com um homem de fé - o Cardeal Raymond Burke - e com a misericórdia divina. Em agosto de 1998, ele decidiu abandonar o pecado do homossexualismo e viver a castidade. É o que Eric conta em um testemunho publicado na revista Celebrate Life Magazine, no ano de 2011. “Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias".
Por Eric Hess 

Minha atração homossexual começou, para ser sincero, como reação ao meu pai, que era um alcoólatra violento. Ele bebia com frequência, chegava para espalhar coisas pela casae abusar da minha mãe, além de ameaçar a mim e a meu irmão. Eu achava que ele nos odiava. Em consequência, não queria ser nenhum pouco parecido com ele. 

Na minha mágoa, comecei a procurar pelo amor do meu pai nos braços de outros homens. Aos 17 anos, um predador se aproveitou de mim sob a dinâmica professor/aluno e eu fiquei completamente confuso em relação à sexualidade humana. Com o passar dos anos, uma coisa levou a outra até que eu fui morar com um homem 20 anos mais velho que eu. 

Antes de ir mais longe, é importante entender uma das principais causasda desordem da atração por pessoas do mesmo sexo. Como um ex-membroda comunidade, eu posso dizer que os chamados direitos homossexuais – e o direito ao aborto – são um resultado imediato da mentalidade contraceptiva predita há 40 anos pelo Papa Paulo VI, na Humanae Vitae. Pessoas abusando umas das outras como objetos sexuais trouxeram à tona uma cultura de morte que tolera e defende todos os tipos de adultério e abuso infantil, incluindo o aborto. Essa mentalidade egoísta levou também às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia. 

Retorno ao meu Pai 

De 1990 a 1994, eu ia à Missa de vez em quando. Em 1995, eu disse ao meu “parceiro" que não podia ir mais porque estava muito bravo com a Igreja. Eu coloquei todos os meus crucifixos e Bíblias em caixas e deixei-os no escritório do bispo de La Crosse, Wisconsin, com uma carta renunciando à fé católica. 

Para minha surpresa, o bispo Raymond Burke respondeu com uma carta amigável, expressando sua tristeza. Ele escreveu que respeitava minha decisão e notificaria a paróquia onde eu havia sido batizado. Sempre muito gentil, Burke disse que rezaria por mim e esperava ansiosamente pelo dia em que eu me reconciliaria com a Igreja.

Como um dos mais francos ativistas “gays" de Wisconsin, eu pensei: “Que arrogância!" Então eu respondi ao bispo Burke com uma carta acusando-o de preconceito. Eu disse a ele que suas cartas eram desagradáveise perguntava como ele se atrevia a escrever-me. 
Meus esforços de pará-lo foram em vão. Burke enviou-me mais uma carta, assegurando-me que não escreveria de novo – mas que se eu quisesse reconciliar-me com a Igreja, ele me acolheria de volta de braços abertos. 

De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim. Dentro dealguns anos, eu conversei com um bom padre, que se uniu intensamente às orações do bispo Burke em agosto de 1998. 

Em 14 de agosto, festa de São Maximiliano Maria Kolbe e vigília da Assunção de nossa Bem-aventurada Mãe, a misericórdia divina penetrou a minha alma, em um restaurante chinês – de todos e entre tantos lugares. Eu mal sabia, ao entrar naquele restaurante com o meu companheiro de mais de oito anos, que o Senhor me tomaria para Si naquela mesma tarde e me levaria a outro lugar, fora de Sodoma, para o juízo de Sua misericórdia, o santo Sacramento da Penitência. 

O padre que eu tinha consultado estava lá. Assim que eu olhei do outro lado da sala para ele, uma voz interiorfalou ao meu coração. Era suave, radiantee clara em minha alma. A voz me disse: “O padre é uma imagem do que você ainda pode tornar-se, se voltar para Mim." 

No caminho para casa, euseriamente disse ao meu companheiro: “Eu preciso voltar à Igreja Católica". Mesmo em lágrimas, ele amavelmente respondeu: “Eric, eu sabia disso há muito tempo. Faça o que você precisa fazer para ser feliz. Eu sempre soubeque esse dia chegaria." 

Depois, eu liguei para o escritório do bispo Burke. A sua secretária já me conhecia bem, então eu lhe disse que queria que o bispo Burke fosse o primeiro a saber que eu estava voltando para a Igreja e me preparando para o Sacramento da Penitência. Ela me pediu para esperar. Quando voltou, anunciou que o bispo Burke queria agendar uma conversa. 

Mais tarde, eu confessei meus pecados a um devoto e humilde pastor de almas local e recebi a absolvição. Como parte essencial de meu restabelecimento, uma boa família católica deu-me proteção até que eu pudesse encontrar minha própria casa. 

Um mês depois de minha reconciliação com Deus e com a Igreja, eu fui ao escritório do bispo Burke, onde ele me abraçou. Ele perguntou se eu me lembrava dos pertences que havia deixado com ele junto com minha carta de renúncia. É claro que eu me lembrava e o bispo Burke os tinha guardado nos arquivos da diocese porque acreditava que eu retornaria. 

Por dois anos eu me pergunteise a mensagem mística significava que eu deveria me tornar padre. Finalmente, eu percebi que não era chamado ao sacerdócio. Afinal, o Vaticano determina que homens que têm uma inclinação homossexual bem estabelecida não podem ser admitidos às Ordens Sagradas ou às comunidades monásticas. Mais do que isso, o padre que eu vi no restaurante era uma imagem de que eu poderia me tornar santo e fiel através dos Sacramentos. Como todas as pessoas – solteiras, casadas e religiosas –, eu sou chamado à castidade. Para mim, é o bastante tentar e chegar ao Céu. Por isso, eu me esforço para viver fielmente minha vocação de solteiro. 

Desde a minha experiência mística, eu me alegro por Raymond Burke, agora prelado de Saint Louis, Missouri. Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias. Eu digo a vocês que ele continua sendo um conselheiro e uma inspiração para mim. Embora meu pai biológico tenha me rejeitado, o arcebispo Burke se tornou meu pai espiritual, representando amorosamente nosso Pai dos céus. Como as Pessoas Divinas da Santíssima Trindade, o arcebispo Burke foi e é absolutamente fiel a mim. 

A chave para a felicidade 

Apesar da bênção do arcebispo Burke e de padres como ele, eu quero salientar que há outros que tiram as almas da vida eterna e da felicidade. 

Por exemplo, quando eu recentemente fui à Confissão, um padre me disse algo contraditório à verdade que o arcebispo Burke me ensinou. 
O padre apóstata me disse: Você é gay e a Igreja nos chama a aceitar nossa sexualidade. Eu sou um professor de ética – um estudioso. (...) Se você é atraído por pessoas do mesmo sexo, isso é natural para você. E, para você, negar isso e resistir é ir contra a lei natural. Eu acredito, como professor de ética, que você pode ter um colega de quarto homem e ser íntimo dele – sem contato genital, é claro. Mas se você escorregar, não seria um pecado mortal. 

Esse é o tipo de conselho que me convenceu a deixar a Igreja. Eu o escutava muito frequentemente de protestantes e de vários padres católicos durante os anos 1980. Eu escutei todo tipo de heresia sobre a sexualidade e Nosso Senhor. Hoje, que já estou separado da “comunidade gay", eu escuto essas heresias apenas de padres mais velhos, em seus cinquenta e sessenta anos, mas não de padres com quarenta anos ou menos. Maus bispos e maus padres sozinhos desviaram muitas pessoas em relação à atração homossexual. Não há nenhum “novo evangelho" ou estudo, e essa negligência espiritual deve parar. 

Como alguém que sofreu no estado de pecado mortal por vários anos, eu asseguro a vocês que não há nenhuma felicidade fora da ordem moral. A única resposta autêntica ao desafio da atração homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.
Fonte: Celebrate Life Magazine | Tradução: Christo Nihil Praeponere

sábado, 6 de junho de 2015

Como me tornei católico e deixei o protestantismo

Ex protestante Erick Augusto
Ef 4,5 – Um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
       Graça e paz da parte de Jesus Cristo nosso Senhor!
       Sou Érick Augusto Gomes e gostaria de partilhar com todos vocês como sucederam os acontecimentos que culminaram em minha conversão a Igreja Católica. Todo processo de mudança é duro e na maioria das vezes difícil, porém, se cremos e confiamos que é o Cristo que nos dá o dom da vida e nos preenche com a sua sabedoria, temos a certeza que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8,28).
    E é esse Deus que trabalhou em minha vida de diversas formas e todas elas contribuíram para que eu chegasse a Igreja do Senhor.
     Costumo dizer que “nasci Cristão”: me converti ainda no seio da minha família e fui batizado na Igreja de São João Batista em Jundiaí/SP já que meus pais, embora desconhecendo a própria fé, iniciaram-me na Igreja Católica. Minha mãe costuma dizer-me que quando eu era criança e ela levava-me ao centro da cidade, era normal que chorasse. Eu era muito pequeno, porém, a única forma que fizesse com que eu parasse, era entrar no Mosteiro de São Bento. Ali, dizia ela, meus olhos inocentes olhavam para todos os lados do templo, para todos os vitrais, todas as imagens e assim, eu me acalmava. Depois de muitos anos, verdadeiramente eu iria entender o que esse sinal seria em minha vida.
     Até os meus sete anos de idade, cresci dentro da Igreja católica. Meus pais eram assíduos nas missas, porém, em 1996 por influencia de uma vizinha, minha mãe passou a frequentar uma comunidade chamada “quadrangular” e embora meu pai inicialmente tivesse repudiado a ideia, depois de algum tempo, passou a frequentar e assim, “converteu-se” e dessa forma, eu, como criança, passei a ingressar dentro da comunidade protestante. Minha infância foi vivida dentro das “igrejas evangélicas”. Apesar da Quadrangular ser a primeira comunidade que meus pais passaram a frequentar, um ano após o descobrimento da “nova fé”, os mesmos foram para o CCC (Centro comunitário Cristão) e por fim a Igreja Presbiteriana do Brasil. Quando digo que nasci cristão, é porque de fato, desde o início da minha vida aprendi a amar, adorar e entender o mistério da gloriosa salvação de Jesus Cristo através de sua piedosa cruz. Embora, não me desse conta que o fator da verdadeira Igreja fosse primordial para que entendesse a história cristã, sendo assim, cresci repudiando tudo aquilo que pensava ser o catolicismo, pois, as pessoas que convivia foram ensinadas a não gostar da fé cristã católica.Dentro da Igreja Presbiteriana, era um membro ativo: participava do grupo dos jovens, ia a encontros presbiteriais e participava do ministério de louvor da Igreja. Estudava a Bíblia, admirava Calvino e a todo custo tentava converter aqueles que não participavam da mesma fé que a minha. Mesmo sendo muito novo, eu já possuía uma opinião própria, de fato, eu tinha aversão ao catolicismo. Suas imagens e a devoção a Virgem faziam com que eu anunciasse sua idolatria.
     Em 2005 tive a oportunidade do primeiro emprego. Na época, foi o primeiro auge da minha vida profissional e pessoal. Estava na igreja, tinha comunhão com a fé “verdadeira” e ainda por cima desfrutava do primeiro trabalho. Com 16 anos, entrei em uma empresa que fabricava portas — era um serviço de carpintaria. Um trabalho digno, afinal, era o mesmo ofício de Nosso Senhor.
    Lembro-me do primeiro dia no emprego novo e da minha felicidade em saber que praticamente todos os trabalhadores dali eram protestantes. Fiquei muito feliz porque ali seria um local de aprendizado e crescimento na fé, porém, eu nem imaginava que essa convivência afetaria drasticamente a minha opinião e me tiraria da minha zona de conforto. Eu era presbiteriano, logo, tradicionalista, isto é, tinha problemas com pentecostais. Tinha certeza daquilo que acreditava, mas, isso nem sempre era igual ao que os outros pensavam.
     No meu setor trabalhavam dois membros da congregação cristã do Brasil, quatro assembleianos, um adventista, dois batistas e outros dois que frequentavam uma comunidade chamada “fogo divino” e um testemunha de Jeová e ali, no meio de tantas denominações diferentes, passei a me confrontar com alguns problemas ao ponto dos assembleianos pensarem que a Presbiteriana era uma seita por acreditar na predestinação e por batizar crianças. Confesso que, ao deparar-me com tantas crenças diferentes, passei a ter certa dor de cabeça já que nem sempre falávamos a mesma coisa. Os “assembleianos” e o pessoal do “fogo divino” defendiam a oração em línguas, mas tanto eu quando os batistas diziam que se não houvesse a devida interpretação, não poderia se falar o amém. Os congregacionais e assembleianos diziam que para você ser “aceito” verdadeiramente, o crente deveria sem batizado no espírito santo, mas, o restante dizia que apenas ser batizado nas águas, com a fórmula necessária (Pai, filho e espírito Santo) era válido, contudo, os congregacionais afirmavam que o batismo deveria ser primeiro em nome de Jesus Cristo. O adventista vivia dizendo que não comia carne de porco porque o animal era impuro, que o sábado era o dia do Senhor e que depois da morte a alma “morria”, mas, o restante discordava da sua posição. Eu sempre dizia que o livre arbítrio não existia, apenas a livre agência, mas, a maioria pensava que a minha doutrina era errada, assim como sempre dizia que batizávamos crianças e os pentecostais achavam isso um absurdo, ou talvez por saber que os protestantes históricos batizam por aspersão e pensarem que a verdadeira conversão deveria ser concretizada de corpo inteiro dentro das águas. Isso ainda somava-se a crença do testemunha de Jeová em dizer que Jesus Cristo não era Deus.
      Tinha dias que os assembleianos mais rígidos com relações a vestimentas, diziam que as outras assembleias mais liberais erravam por permitirem mulheres de calças. Outro fator que era motivo de “contenda” era o fato de que batistas e presbiterianos não possuem um culto avivado e isso era um dos grandes questionamentos dos pentecostais em sempre perguntar se de fato o espírito santo ali habitava. Grandes dúvidas também surgiam pelas questões históricas em que envolvem a maçonaria junto da Igreja Presbiteriana no Brasil. De qualquer forma, vários são os exemplos das mais diversas divisões protestantes e eu posso dizer claramente que tive o “prazer” de verificar uma a uma em um curto prazo de dois anos.
       Contudo, essa série de desavenças, fez com que despertasse em mim um desejo de aprender sobre a religião que tanto criticava: O Catolicismo Romano. Embora não suportasse suas doutrinas (mesmo não as conhecendo), resolvi amolecer meu coração e entender ou pouco dessa que era a profissão de fé mais estranha aos meus olhos. Ainda me lembro de que na época, busquei o máximo de informações que queria. Foi quando, através de uma comunidade do Orkut, descobri um ambiente de católicos que defendiam sua fé. Em um primeiro momento, não suportei uma série de argumentos que muitos ali utilizavam, sendo assim, iniciei vários debates, porém, conforme lia cada texto postado, ia descobrindo que havia alguma coisa errada com a concepção que eu tinha de cristianismo. No geral, eu tinha dúvidas sobre o uso de imagens, a intercessão dos santos ou porque a Igreja tinha tanto amor por Maria. Inicialmente, colhi o que conseguia através das redes sociais, porém, conforme o interesse crescia, tive o desejo e a curiosidade de presenciar uma missa. E eu fui, no segredo. Assim como os cristãos primitivos não podiam expor sua crença no Cristo, assim, eu me sentia ao buscá-lo dentro da Missa que é a nossa maior oração. Confesso que a primeira impressão foi maravilhosa. Sinceramente, eu desconhecia a fé católica, porém, ao ouvir o sacerdote saudar a assembleia com “Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos”, toda a imagem preconceituosa que tinha a respeito da ritualística romana, caíram por terra ao estar na Igreja verdadeiramente pela “primeira vez” (embora enquanto criança meus pais estivessem dentro do catolicismo, à mudança aconteceu muito cedo e as lembranças eram inexistentes).
      Depois que estive a primeira vez em uma Missa, tive vontade de ir muitas outras vezes e conforme as frequentava, tinha um desejo maior te estar lá! Era algo totalmente estranho de se entender, pois, mesmo não assimilando uma fé tão nova que brotava no meu coração, sentia uma sede de estar ali a cada dia mais! De qualquer forma, as coisas não foram tão simples como parecem ao escrever esse texto.
       Entre os 16 e 18 anos, me dividi entre os cultos protestantes e as missas. As sextas estava na Igreja matriz da minha cidade e aos domingos na presbiteriana. Durante esses dois anos, ocultei aquilo que estava aprendendo. E nesse tempo passei a entender o que a Igreja ensinava sobre o uso das imagens sacras e por que os santos tinham sua representatividade na vida do ensinamento cristão! Eu amava aprender sobre eles e ler suas grandes conquistas através da fé em Cristo. Passei a ver neles exemplos de conduta, martírio pela fé e pelo reino de Jesus. Quanto mais lia sobre os antigos padres, quanto mais lia sobre a tradição da Igreja, me encantava por tantos e tantos testemunhos que guiaram a Igreja Católica até os dias de hoje. Não conseguia ver isso nas comunidades protestantes, alias, não via história. Via apenas um início e projetava um fim.
       Ao passar do tempo, minha vontade intensificou-se de tal forma que aos poucos, passei a abandonar a minha antiga fé. Foram momentos difíceis, alguns membros da presbiteriana sabendo da “causa”, passaram a me questionar sobre aquilo que estava frequentando, a questão é que era tarde de mais. Eu já estava envolvido pela Igreja que hoje tanto amo. De qualquer forma, ainda ia aos encontros protestantes. Um desses últimos encontros, fez com que refletisse sobre todo o fundamento protestante que eu já havia deixado para trás. Era um domingo de manhã, dia internacional da mulher, oito de Março de 2009. Um dos diáconos havia preparado uma homenagem para as mulheres da igreja. Lembro que fiquei apreensivo naquela manhã, pois ele havia dito que passaria por todas as mulheres das sagradas escrituras enumerando seus exemplos e assim, exaltaria a mulher presbiteriana. Naquela manhã, o diácono presbiteriano falou de quase todas as servas de Deus, porém, esqueceu-se de uma, esqueceu-se da principal. Aquilo foi um baque para mim. Lembro-me que tinha em minha memória as claras palavras de Maria no evangelho de Lucas: “Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada (Lc 1,48)”. Naquele momento eu me perguntei qual o motivo de esquecerem a Mãe de Deus? Por que se esqueceram de Maria? Se todas as gerações a proclamariam, por que eu, como protestante, não fazia isso? Por que eles não faziam isso? Naquele momento, eu percebi que havia algo de errado com a “geração de Lutero”. Se, profeticamente, a geração de Maria esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3,15), me perguntei: a qual geração pertence a este povo? A qual geração eu pertenço? Naquele dia, eu decidi me afastar definitivamente do protestantismo e embora posteriormente tivesse ido a alguns outros encontros, passei a me dedicar a Igreja Católica que possuía como centro Jesus Cristo e a certeza disso encontrava-se no mistério do sacramento da eucaristia que a tanto me encantava por sua pureza. As palavras de Paulo aos Coríntios agora faziam sentido em minha vida, ninguém pode comer indignamente o Corpo do Senhor acreditando em um mero simbolismo. Consumir sua carne erroneamente o torna responsável pela sua própria condenação (I Cor 11,29), pois, é realmente o seu corpo que ali se faz presente por nós (Jo 6,55).
      Pois bem, entre os 18 e 19 anos, conheci outra parte da Igreja que não sabia. As comunidades orientais. Confesso que muito me chamou a atenção a fé peculiar dessas Igrejas. Aprendi muito com eles, porém, a minha certeza estava enraizada no ocidente, na fé católica
      Entre os 20 e 23 anos, continuei a estudar a Igreja, porém, embora já fosse um católico de coração, não possuía coragem de assumir minha fé publicamente pelo meu histórico familiar. Demorei muito tempo para que de fato eu divulgasse a minha fé em Cristo dentro da Igreja Católica, porém, embora tenha sido esse tempo longo, ele chegaria.
     Iniciei o ano de 2012 como um “católico covarde”, embora já soubesse o que queria, não tinha a iniciativa de tomar a frente e declarar a minha fé. Entretanto, Deus nunca me abandonou e em todo esse tempo, continuou me mostrando o caminho e derramando a sua graça e misericórdia sobre as minhas ações e em uma época que eu já estava desacreditado da minha própria coragem, o Pai colocou em meu caminho uma verdadeira mulher chamada Rafaela, sendo ela a responsável por me ajudar assumir aquilo que havia nascido em meu coração desde 2005. Nosso Senhor foi tão bondoso comigo, que me concedeu a fé em sua Cruz e Ressurreição através da Igreja e a Rafaela que é o meu exemplo de amor a Cristo. Em agosto de 2012, com 24 anos comecei o meu processo para ser recebido oficialmente na Igreja Católica. Depois de um ano de orações e estudos junto de muitos irmãos, no dia 30 de abril de 2013, tive a benção de ser crismado e com a graça de Cristo Jesus, ser participante de seu corpo junto de sua Igreja!
      O caminho foi longo e tortuoso; contudo, foi necessário para que se fosse entendido os verdadeiros mistérios da fé cristã. Se tivesse que escrever todos os fatos que sucederam a minha vinda a fé católica, não caberiam aqui, porém, sei que as palavras aqui depositadas serão de grande valia para aqueles que desejam conhecer profundamente a Igreja fundada por Nosso Senhor.
       Atualmente, tenho trabalhado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Louveira/SP como catequista de adultos e escrevo artigos em defesa da fé para o blog “Apologética Cristã Católica”.
      Desejo que a Virgem interceda pela vida de cada pessoa que lê essas palavras para que possam encontrar o verdadeiro caminho do Cristo que se revela em sua Igreja. Agradeço a minha Rafa por me amar e me ajudar a assumir a minha identidade e te adoro e te louvo Jesus Cristo pelo dom da vida e por permitir que sua fé continue sendo transmitida através dos séculos pela sua una e Santa Igreja, na qual professa uma única fé e um único batismo (Ef 4,5).
      Com amor em Jesus;
      Autor:  Érick Augusto Gomes
      Fonte: comshalom.org