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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

GRANDES HERESIAS Por: Gercione Lima


Desde o princípio da Cristandade, a Igreja sempre se confrontou e combateu os falsos ensinamentos ou heresias.
          Hoje em dia basta darmos uma olhada no catálogo telefônico para encontrarmos em qualquer cidade do mundo, uma denominação religiosa que nos diga exatamente aquilo que queremos ouvir. Algumas ensinam que Jesus não é Deus, ou que Ele é a única pessoa da Trindade, ou que existem muitos deuses (três dos quais são o Pai, o Filho e o Espírito Santo) ou que nós podemos nos tornar "deuses", ou que uma pessoa uma vez salva, jamais poderá perder sua salvação, ou que não existe inferno, ou que o homossexualismo é apenas mais uma expressão da sexualidade humana, portanto um estilo de vida aceitável para um cristão, ou qualquer outro tipo de ensinamento.
        A Bíblia nos advertiu que isso ocorreria. O Apóstolo Paulo avisou ao seu aluno Timóteo:  

        "Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas suas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas".(2Tim. 4,3-4).
 
» O QUE É HERESIA?
 
Antes de darmos uma olhada nas grandes heresias da história da Igreja, cumpre-nos dar algumas palavras sobre a natureza da heresia. Isso é muito importante já que o termo em si carrega um forte peso emocional e frequentemente é mal utilizado. Heresia não significa o mesmo que incredulidade, cisma, apostasia ou qualquer outro pecado contra a fé. O Catecismo da Igreja Católica define a heresia do seguinte modo:

"Incredulidade é negligenciar uma verdade revelada ou a voluntária recusa em dar assentimento de fé a uma verdade revelada. Heresia é a negação após o batismo de algumas verdades que devem ser acreditadas com fé divina e Católica, ou igualmente uma obstinada dúvida com relação às mesmas; apostasia é o total repúdio da fé cristã; cisma é o ato de recusar-se a submeter-se ao Romano Pontífice ou à comunhão com os membros da Igreja sujeitos a ele" (CCC 2089).

      Para ser culpado de heresia, uma pessoa deve estar obstinada (incorrigível) no erro. Uma pessoa que está aberta à correção ou que simplesmente não tem consciência de que o que ela está dizendo é contrário ao ensinamento da Igreja, não pode ser considerada como herética.
     A dúvida ou negação envolvida na heresia deve ser pós-batismal. Para ser acusado de heresia, uma pessoa deve ser antes de tudo um batizado. Isso significa que aqueles movimentos que surgiram da divisão do Cristianismo ou que foram influenciados por ele, mas que não administram o batismo ou que não batizam validamente, não podem ser considerados heresias mas apenas religiões separadas (exemplos incluem Muçulmanos que não possuem batismos e Testemunhas de Jeová que não batizam validamente).
    E, finalmente, a dúvida ou negação envolvidos na heresia devem estar relacionados a uma matéria que deve ser crida com "fé Católica e divina" - em outras palavras, alguma coisa que tenha sido definida solenemente pela Igreja como verdade divinamente revelada (por exemplo, a Santíssima Trindade, a Encarnação, a Presença Real de Cristo na Eucaristia, o Sacrifício da Missa, a Infalibilidade Papal, a Imaculada Conceição e Assunção de Nossa Senhora).
       É especialmente importante saber distinguir heresia de cisma e apostasia. No cisma, uma pessoa ou grupo se separa da Igreja Católica sem repudiar nenhuma doutrina definida. Já na apostasia, uma pessoa repudia totalmente a fé cristã e não mais se considera cristã.
·        É interessante notar como, de uma forma ou outra, a imensa maioria destas heresias permanece...
Esclarecidas as diferenças, vamos dar uma conferida nas maiores heresias da história da Igreja e quando elas começaram:
 
» Os Judaizantes (Séc. I)
A heresia Judaizante pode ser resumida pelas seguintes palavras dos Atos dos Apóstolos 15,1: "Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: 'Se não vos circuncidais segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos'".
Muitos dos primeiros Cristãos eram Judeus, e esses trouxeram para a Fé cristã muitas de suas práticas e observâncias judaicas. Eles reconheciam em Jesus Cristo o Messias anunciado pelos profetas e o cumprimento do Antigo Testamento, mas uma vez que a circuncisão era obrigatória no Antigo Testamento para a participação na Aliança com Deus, muitos pensavam que ela era também necessária para a participação na Nova Aliança que Cristo veio inaugurar. Portanto eles acreditavam que era necessário ser circuncidado e guardar os preceitos mosaicos para se tornar um verdadeiro cristão. Em outras palavras, uma pessoa deveria se tornar judeu para poder se tornar cristão.
·        Uma forma "light" desta heresia é a dos Adventistas de Sétimo Dia e outras seitas sabatistas.
·         
» Gnosticismo (Sécs. I e II)
     "A matéria é má!" - Esse é o lema dos Gnósticos. Essa foi uma idéia que eles "tomaram emprestado" de alguns filósofos gregos e isso vai contra o ensinamento Católico, não apenas porque contradiz Gênesis 1,31: "Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom", bem como outras partes da Sagrada Escritura, mas porque nega a própria Encarnação. Se a matéria é má, então Jesus não poderia ser verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pois em Cristo não existe nada que seja mau. Assim muitos gnósticos negavam a Encarnação alegando que Cristo apenas "parecia" como homem, mas essa sua humanidade era apenas ilusória.
     Alguns Gnósticos, reconhecendo que o Antigo Testamento ensina que Deus criou a matéria, alegavam que o Deus dos Judeus era uma divindade maligna bem diferente do Deus de Jesus Cristo, do Novo Testamento. Eles também propunham a crença em muitos seres divinos, conhecidos como "aeons" que servem de mediadores entre o homem e um inatingível Deus. O mais baixo de todos esses "aeons" que estava em contato direto com os homens teria sido Jesus Cristo.
·        Esta heresia permanece de maneira quase igual na chamada "Nova Era". Em outras formas, aliás, ela não deixa de ser a heresia de base de muitas outras, como o protestantismo (com sua negação dos Sacramentos e da Maternidade Divina da Santíssima Virgem, decorrentes de uma visão gnóstica segundo a qual a religião verdadeira é puramente espiritual: Igreja invisível, sem meios visíveis de transmissão de graça etc.).
» Montanismo (final do Séc. II)
Montanus iniciou inocentemente sua carreira pregando um retorno à penitência e ao fervor. Todavia ele alegava que seus ensinamentos estavam acima dos ensinamentos da Igreja porque ele era diretamente inspirado pelo Espírito Santo. Logo, logo ele começou a ensinar sobre uma eminente volta de Cristo em sua cidade natal na Frígia. Seu movimento enfatizava sobretudo a continuidade dos dons extraordinários como falar em línguas e profecias.
·        Montano afirmava que a Igreja não tinha capacidade de perdoar pecados mortais. Esta heresia, de uma certa forma, está presente em muitas seitas atuais, cuja rigidez de costumes traz esta idéia no fundo. Um exemplo seria a "Assembléia de Deus", ou até a seita suicida africana.
·         
» Sabelianismo (Princípio do Séc. III)
Os Sabelianistas ensinavam que Jesus Cristo e Deus Pai não eram pessoas distintas, mas simplesmente dois aspectos ou operações de uma única pessoa. De acordo com eles, as três pessoas da Trindade existem apenas em referência ao relacionamento de Deus com o homem, mas não como uma realidade objetiva.
·        Esta visão também está presente em muitos movimentos "ecumênicos" protestantes atuais, especialmente entre as seitas mais antigas. Nosso Senhor para eles dissolve-se em uma vaga "divindade".
 
» Arianismo (Séc. IV)
   Uma das maiores heresias que a Igreja teve que confrontar foi o Arianismo. Arius ensinava que Cristo não era Deus e sim uma criatura feita por Deus. Ao disfarçar sua heresia usando uma terminologia ortodoxa ou semi-ortodoxa, ele foi capaz de semear grande confusão na Igreja, conquistando o apoio de muitos Bispos e a rejeição de alguns. O Arianismo foi solenemente condenado no ano 325 pelo Primeiro Concílio de Nicéia, o qual definiu a divindade de Cristo e no ano 381 pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, o qual definiu a divindade do Espírito Santo. Esses dois Concílios deram origem ao Credo Niceno que os Católicos recitam nas Missas Dominicais.
 
·        Os "Testemunhas de Jeová" têm esta crença, assim como os Unitarianos.
 
» Pelagianismo (Séc. V)
  Pelagius, um monge gaulês deu início a essa heresia que carrega seu nome. Ele negava que nós herdamos o pecado de Adão e alegava que nos tornamos pessoalmente pecadores apenas porque nascemos em solidariedade com uma comunidade pecadora a qual nos dá maus exemplos. Da mesma forma, ele negava que herdamos a santidade ou justiça como resultado da morte de Cristo na cruz e dizia que nos tornamos pessoalmente justos através da instrução e imitação da comunidade cristã, seguindo o exemplo de Cristo.
Pelagius declarava que o homem nasce moralmente neutro e pode chegar ao céu por seus próprios esforços. De acordo com ele, a graça de Deus não é verdadeiramente necessária, mas apenas facilita uma difícil tarefa.
·        É uma visão que ainda hoje encontramos na Teologia da Libertação, por exemplo: o que importa é o esforço do homem, a graça de Deus é bem vinda mas não é necessária, etc. É por isso que os TL dão tanto valor à "auto-estima", nome chique para o pecado do Orgulho: para eles é importante amar A SI sobre todas as coisas, pois a salvação (ou a utopia socialista, no caso...) viria apenas através do esforço do homem.
 
» Nestorianismo (Séc. V)
   Essa heresia sobre a pessoa de Cristo foi iniciada por Nestorius, bispo de Constantinopla que negava a Maria o título de Theotokos (literalmente "Mãe de Deus"). Nestorius alegava que Maria deu origem apenas à pessoa humana de Cristo em seu útero e chegou a propor como alternativa o título Christotokos ("Mãe de Cristo").
Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que a teoria de Nestorius dividia Cristo em duas pessoas distintas (uma humana e outra divina, unidos por uma espécie de "elo perdido"), sendo que apenas uma estava no útero de Maria. A Igreja reagiu no ano 431 com o Concílio de Éfeso, definindo que Maria realmente é Mãe de Deus, não no sentido de que ela seja anterior a Deus ou seja a fonte de Deus, mas no sentido de que a Pessoa que ela carregou em seu útero era de fato o Deus Encarnado.
·        Creio que todo mundo já identificou o protestantismo pentecostal neste heresia, não? Bom, isso na verdade é, no protestantismo, apenas uma maneira a mais de menosprezar a Encarnação. Note-se que S. João escreveu seu Evangelho em resposta aos gnósticos, e fez questão de comecá-lo pela Encarnação. Isto ocorre porque a base gnóstica do protestantismo (e tbm, de uma certa maneira, do nestorianismo) recusa-se a admitir que Nosso Senhor tenha realmente assumido a nossa natureza. É por isso, por exemplo, que Lutero afirmava que o pecado do homem não é jamais apagado, mas apenas encoberto por Deus. Para ele, Nosso Senhor mentiria, afirmando que o homem não tem pecado, para que ele entre no Céu. É mais fácil para um gnóstico crer em um deus que minta que em um Deus que se faz verdadeiramente homem, com mãe e tudo.
 
» Monofisismo (Séc. V)
   O Monofisismo originou-se como uma reação ao Nestorianismo. Os monofisistas (liderados por um homem chamado Eutyches) ficaram horrorizados pela implicação Nestoriana de que Cristo era duas pessoas com duas diferentes naturezas (divina e humana). Então eles partiram para o outro extremo alegando que Cristo era uma pessoa com uma só natureza (uma fusão de elementos divinos e humanos). Portanto eles passaram a ser reconhecidos como Monofisistas devido à sua alegação de que Cristo possuía apenas uma natureza (Grego: mono= um; physis= natureza).
Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que o Monofisismo era tão pernicioso quanto o Nestorianismo porque esse negava tanto a completa humanidade como a completa divindade de Cristo. Se Cristo não possuia a natureza humana em sua plenitude então Ele não poderia ser verdadeiramente homem e se Ele não possuía a natureza divina em plenitude, então Ele também não era verdadeiramente Deus.
 
·        Esta heresia persiste em alguns círculos católicos bem-intencionados, mas errados, que subestimam a importância da natureza humana de Cristo.
 
» Iconoclastas (Sécs. VII e VIII)
   Essa heresia surgiu quando um grupo de pessoas conhecidos como iconoclastas (literalmente, destruidores de ícones) apareceu. Esses alegavam que era pecaminoso fazer estátuas ou pinturas de Cristo e dos Santos apesar de exemplos bíblicos que provam que Deus mandou que se fizesse estátuas religiosas (por exemplo, em Ex 25,18-20 e 1Cr 28,18-19), inclusive representações simbólicas de Cristo (Num 21,8-9 e Jo 3,14).
·        Tem um em cada esquina hoje em dia...
 
» Catarismo (Séc. XI)
   O Catarismo foi uma complicada mistura de religiões não-Católicas trabalhadas com uma terminologia Cristã. O Catarismo se dividia em muitas seitas diferentes que tinham em comum apenas o ensinamento de que o mundo tinha sido criado por uma divindade má (portanto toda matéria é má) e que por isso devemos adorar apenas a divindade do bem.
   Os Albigenses formavam uma das maiores seitas Cátaras. Eles ensinavam que o espírito foi criado por Deus e que por isso era bom, enquanto o corpo teria sido criado pelo Mal, portanto o espírito deveria ser libertado do corpo. Ter filhos era considerado pelos albigenses um dos maiores males já que isso era o mesmo que aprisionar um outro "espírito" na carne. Obviamente o casamento era proibido, embora a fornicação fosse permitida. Tremendos jejuns e severas mortificações eram paticadas e seus líderes adotavam uma vida de voluntária pobreza.
·        Alguns aspectos da gnose cátara hoje são parte integrante da mentalidade geral em nossa sociedade: o horror à concepção, o amor à fornicação (infelizmente há católicos que aderem a esta mentalidade e praticam sem as necessárias razões graves a abstinência periódica de relações conjugais nos dias férteis)...
 
» Protestantismo (Séc. XVI)
     Os grupos Protestantes se dividem em uma ampla variedade de diferentes doutrinas. Todavia, virtualmente todos alegam acreditar no princípio da Sola Scriptura ("apenas a Escritura" - idéia que defende o uso apenas da Bíblia ao formular sua teologia) e Sola Fide ("apenas pela Fé - a idéia de que somos justificados somente pela Fé). Apesar disso, existe pouca concordância sobre o que essas duas doutrinas-chave realmente significam. Por exemplo, Lutero acreditava que a fé salvífica é expressa pelo batismo, pelo qual, segundo ele, uma pessoa renasce e seus pecados são perdoados, ao passo que muitos Fundamentalistas alegam ser essa uma falsa pregação e que o batismo é meramente um símbolo.
    A grande diversidade de doutrinas Protestantes advêm da doutrina do julgamento privado, a qual nega a infalível autoridade da Igreja e alega que cada indivíduo pode interpretar a Escritura por si próprio. Essa idéia é rejeitada pela própria Bíblia em 2Ped 1,20, que nos dá a primeira regra para a interpretação bíblica: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal". Uma significante tática dessa heresia é a tentativa de confrontar a Igreja com a Bíblia, negando que o magistério possua qualquer autoridade infalível para ensinar ou interpretar as Escrituras.
     A doutrina do julgamento privado resultou em um enorme número de diferentes denominações. De acordo com o The Christian Sourcebook, existiam aproximadamente 21,000 denominações em 1986, com 270 novas se formando a cada ano. Virtualmente todas elas são Protestantes.
 
» Jansenismo (Séc. XVII)
    Jansenius, bispo de Yvres, França deu início a essa heresia num jornal em que ele escreveu sobre Santo Agostinho, no qual ele redefinia a doutrina sobre a graça. Entre outras doutrinas, seus seguidores negavam que Cristo morreu pela salvação de todos os homens, alegando que Ele havia morrido apenas por aqueles que serão finalmente salvos (ou seja, os eleitos). Este e outros erros Jansenistas foram oficialmente condenados pelo Papa Inocêncio X em 1653.
·        O jansenismo, infelizmente, é hoje encontrado em muitos meios ditos "tradicionalistas". Este debate é frequentemente provocado pelas objeções que muitos fazem à má tradução do Cânon Romano, que traz "por todos" (e não "para muitos") como tradução de "pro multis". Esta tradução está errada como tradução, mas não é teologicamente errada, pois afirma ser o Sacrifício de Cristo suficiente para todos. Os neo-jansenistas, porém, afirmam que teologicamente também está errada.
 
» Modernismo (Séc. XX)
    Os modernistas ensinam, essencialmente, que o homem é incapaz de compreender a realidade e que as "verdades" são meramente idéias relativas. Para o modernista não existem verdades absolutas. As doutrinas que foram infalivelmente definidas pela Igreja podem portanto serem mudadas com os tempos, ou rejeitadas ou reinterpretadas para se adaptarem às modernas preferências.
     O Modernismo está entre as mais sérias heresias porque permite a uma pessoa rejeitar qualquer doutrina que foi definida, inclusive aquelas mais cêntricas como a divindade e ressurreição de Cristo. Essa heresia permite a reintrodução de todos os erros das heresias anteriores, bem como novos ensinamentos falsos que os antigos heréticos jamais imaginaram.
   O Modernismo é especialmente grave porque ele frequentemente advoga suas crenças usando uma terminologia aproximadamente ortodoxa. O erro é frequentemente expresso através de uma nova interpretação simbólica, por exemplo: Cristo não ressuscitou fisicamente dos mortos, mas a história de sua ressurreição produz uma importante verdade. Uma das táticas mais comuns usadas pela maioria dos modernistas é insistir na premissa de que eles estão dando a interpretação ortodoxa das verdades do Catolicismo.
·        Da última vez que estive lá, o ninho desta espécie ficava na lista "católicos" da Summer. :)
     As heresias sempre nos acompanharam desde o início da Igreja até os nossos tempos atuais. Geralmente elas sempre tiveram início por membros da hierarquia da Igreja, mas eram combatidas e corrigidas pelos Concílios e Papas. Felizmente temos a promessa de Cristo de que as heresias jamais prevalecerão contra a Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mat 16,18), pois a Igreja é verdadeiramente, nas palavras do Apóstolo Paulo, "coluna e sustentáculo da verdade" (1Tim 3,15).

A UNIPERSONALIDADE DE JESUS

      Ficou provado que Jesus Cristo possui duas naturezas, a divina e a humana.   No entanto, embora tenha duas naturezas, Ele não possui duas personalidades ou Pessoas, sendo uma Pessoa divina e outra humana, mas uma só e apenas uma. Jesus Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas distintas, porém unidas.
      Eis as heresias sobre Jesus Cristo surgidas ao longo dos séculos:

HERESIA
SÉCULO
HUMANIDADE
DIVINDADE
Ebionismo
I
Afirmada
Negada
Docetismo
II
Negada
Reduzida
Cerintianismo
II
Afirmada
Reduzida
Monarquismo Sabeliano
III
Negada
Afirmada
Arianismo
IV
Reduzida
Mutilada
Apolinarianismo
IV
Reduzida
Afirmada
Nestorianismo
V
Afirmada (mas dividiam a
pessoa de Cristo)
Afirmada
Eutiquianismo
(Monofisismo)
V
Reduzida
Reduzida
Monotelismo
VI
Reduzida
Reduzida
Adocianismo
VIII
Afirmada
Negada
Socinianismo
XVI
Afirmada
Negada
Liberalismo
XVIII-XIX
Afirmada
Negada
Unitarianismo
XIX
Afirmada
Negada
Neo-ortodoxismo
XX
Afirmada
Extremamente complexo
para ser definido
Liberalismo
Contemporâneo
XX
Afirmada
Negada
A verdade:
VERDADE
SÉCULO
HUMANIDADE
DEIDADE
Jesus é o Deus Encarnado
I - Até a Eternidade
(Cl 1,19; 2,9)
100% Homem
(1Tm 2,5)
100% Divino
(Ap 1)

  

quinta-feira, 26 de março de 2015

As Raízes do Protestantismo

As Raízes do Protestantismo

     "Não penses que as heresias são frutos de mentes obtusas. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações" (Santo Agostinho)

    "É notória a intenção, por vezes virulenta, destas seitas de minar as bases da fé do povo, de modo especial no que diz respeito ao culto do Mistério Eucarístico e da Santíssima Virgem, à estrutura hierárquica da Igreja e ao primado de Pedro, que perdura no pastoreio universal do bispo de Roma, e às expressões da piedade popular" (João Paulo II)

 

    "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas." (2Tm 4, 3-4)

 

Luteranismo (Protestantismo)

Martinho Lutero nasceu em 10/11/1483, em Eisleben, Alemanha. Teve infância dura, sujeita, em casa e na escola, a disciplina severa. A partir de 1501, na Universidade de Erfut, estudou a filosofia nominalista de Occam, com tendências antimetáfísicas e relativistas. Tal sistema dissolvia a harmonia entre ciência e fé, pois tinha as verdades da fé como irracionais ou impenetráveis à razão.
     Certa vez a caminho da universidade, 02/07/1505. Foi quase fulminado por um raio. Em consequência, fez um voto de entrar no convento. Disse ele: “Ajuda, Santa Ana, quero torna-me um monge.” Esta decisão era fruto da mentalidade pessimista e escrupulosa de Lutero. Alguns estudiosos afirmam que Lutero se tornou agostiniano para fugir da prisão, pois tinha assassinado um jovem, já que a justiça civil não teria jurisdição sobre o convento. (Dr. Dietrich Emme, em seu livro: “Martinho Lutero – sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505”)
     Lutero se fez frade agostiniano mais por medo do que por vocação. No claustro, experimentou a concupiscência, que ele procurou superar pela ascese, sem, porém conseguir se livrar totalmente dela. Ele julgou ter encontrado a resposta a suas inquietações nas cartas paulinas: afirmando que era inútil lutar contra o pecado através de penitências e boas obras. Bastaria ter fé e aceitar a Jesus como salvador, e Ele não levaria em conta as falhas e pecados do sujeito. Dai vem à frase de Lutero: “Peco intensamente, mais ainda intensamente eu creio.”
     Em 31/10/1517, Lutero lançou seu protesto contra a doutrina e disciplina da Igreja Católica, afixando na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha suas 95 teses, para um debate acadêmico conforme costume da época. Os nobres e príncipes alemães  viram uma grande oportunidade nisto, pois acreditavam que se a Alemanha possuísse uma religião própria, poderiam lucrar muito se desvencilhando da religião Romana.
      “Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer ‘santificado seja o vosso nome’, direi: ‘maldito e injuriado seja o nome dos papistas…, que o papado seja maldito, condenado e exterminado’. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso.” (Martinho Lutero)
     Já vemos o distanciamento de Lutero dos ensinamentos bíblicos, pois os textos não permitem uma interpretação a fórmula jurídica do perdão de Deus, já que aqueles que perdoados pelo Senhor devem crescer em santidade e na graça através de obras da fé. Para alcançar a santidade de Deus (Mt 5,48). Ou a própria carta do apóstolo Tiago onde o mesmo afirma categoricamente sobre a obra daqueles que abraçaram a fé e que esta fé deve produzir obras de santidade. (Tg 2,14-26). Então ele mesmo, Lutero, não consegue sustentar nas escrituras suas teses.
      Este principio de Lutero chamado de Sola Fidei (Só a fé) é profundamente contestável pelas sagradas escrituras, ou seja, para justificar sua tendência gnóstica e maniqueísta atribuía que bastaria crer independente de praticar e viver as obras da conversão. “Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida” (Lutero em WAW, 29,50,18)
Ainda para poder justificar suas teses Lutero passou a defender que a única fonte da fé cristã eram as escrituras e rejeita cabalmente a Tradição Apostólica, oque os apóstolos ensinaram, e da ainda ao fiel a livre interpretação das escrituras. Tese esta tão fraca em argumentos e de fácil refutação, vejamos:

     1 - É do conhecimento histórico que o primeiro escrito do NT foi a 1°carta de S. Paulo aos Tessalonicenses no ano de 51 DC, ou seja, cerca de 20 anos após a ascensão de Cristo e o último o Apocalipse de S. João por volta do ano 100. Provavelmente S. Paulo tenha morrido e os 4 evangelhos nem estavam ainda copilados. Ou seja, os apóstolos não ficaram aguardando que o NT estivesse pronto para que a partir do Livro pregassem a salvação vinda de Cristo Jesus.

2 – Os 27 livros bíblicos não estão em ordem cronológicas, conforme a data que foram escritos, mas foram distribuídos da forma que encontramos hoje, após muita análise e discussão sobre a sua canonicidade e levou quase todo o segundo século da era Cristã para tal definição.

3 – Uma frase fundamental do Evangelho de João nos assegura isto vejamos: “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.” (Jo; 21,25)

4 – A Igreja nasce antes do NT escrito, a pregação apostólica já era corrente, as comunidades cristãs já viviam os ensinamentos, as cartas paulinas eram admoestações, catequeses, exortações para as comunidades, que já tinham recebido o evangelho pregado por ele, Paulo não pensou assim: ( Vou escrever isto e vai se tornar o nosso livro); foi a comunidade cristã que viu nestes ensinamentos, base para a vivência daquilo que tinham recebido e resolveu divulgar, as cartas recebidas em forma de Palavra de Deus, vinda do apóstolo.

5 – É fato comprovado que a Igreja viveu sem o NT, mas o NT não viveu sem a Igreja, pois é ela que determinou a sua autenticidade, combatendo heresias como a de Marcião que negava 3 evangelhos e só atribuia como sagrado o de S. Lucas, ou os gnósticos, tão combatido nas cartas de S. João e que queriam a autenticidade de outros livros.

    Poderiamos aqui elencar mais diversas teses contra os argumentos de Lutero sobre a única fonte de fé as escrituras, mas as que seguem acima já nos bastam por ora. Tanto que é sabido que muitos protestantes quando se dão ao conhecimento histórico dos fatos, sobre a elaboração das escrituras especialmente o NT, chegam a duas conclusões:

      1° Realmente a Igreja Católica esta com a verdade, nos convertamos ou 2° O NT esta errado refutamos a biblia também. Em 1930 um protestante de nome Harnack disse: “os apóstolos perverteram o evangelho.” Pois em seus estudos chegou à conclusão que a Igreja Católica atual, corresponde à fidelidade da Igreja primitiva, ou seja, é mais fácil negar o evangelho também do que deixar de ser protestante.

     Os Luteranos (protestantes) negam a Tradição apostolica, mas se armam com a Tradição Luterana... Incoerente não?
     Outro clássico argumento Luterano é a negação do intermédio entre Deus e o crente, a Igreja visível e a invisível, pois já que a fé é subjetiva, basta me crêr, não há necessidade de hierarquia visivel “eu sou meu sacerdote”, não necessito dos sacramentos, pois a fé me basta. Como o protestantismo não tem uma hierarquia visível ou forma de governo esta tem muitas dificuldade em sua constituição por isso as derivações: episcopais, presbiterianos, congregacionalistas...etc.

     O protestantismo Luterano segue a mentalidade antropocentrica do século XVI, renascentista exaltando o individuo e colocando o no centro de forma subjetiva.
A rejeição de todo o magistério munido da autoridade do próprio Deus gera instabilidade nas comunidades protestantes, ocasionando a criação de novas e novas denominações. “Há tantos credos quanto cabeças há.”(Lutero)

O Fim da Vida de Lutero

       É muito provável que Lutero tenha cometido suicidido conforme atesta um criado de Lutero de nome Ambrósio Kudtfeld relato este publicado em Anversa no ano de 1606.
“Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.
      “Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o ‘Mestre Lutero’ tinha improvisamente abandonado esta vida”.

Calvinismo (Presbiterianos)

      João Calvino (1509-1564) é o iniciador do calvinismo ou presbiteriana. Nasceu na França, estudou Direito. Em 1527, adotou as ideias reformadoras que percorriam a Europa aos moldes luteranos. Emigrou para Basiléia na Suiça devido à perseguição antiprotestante, onde escreveu sua obra principal anticatólica (Instituição da Religião Cristã).
       A teologia calvinista tem seu ponto forte na teoria da predestinação afirmava ele; que há duas predestinações: “uma para a salvação e outra para a condenação. Deus não apenas permite a perda dos pecadores, mas os impele para o abismo. Deus, segundo consta, proíbe o pecado a todos, mas na verdade quer que alguns pequem, porque devem ser condenado.” Teoria esta profundamente condenada pela Igreja Católica já que a vontade de Deus é que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade em (1Tm 2, 3-4). E tira do ser humano o livre arbítrio, pois a predestinação seria uma certeza de salvação ou perdição, independente da escolha do individuo.
      Em 1534 Calvino mandou pregar cartazes em diversos lugares negando e condenado a Missa como a Celebração do Sacrifício de Cristo e que a Eucaristia Católica era um blasfêmia.
    Calvino organizou sua igreja em 2 comissões: a “Venerável Companhia” dos pastores e doutores encarregada do magistério e o “ Consistório” que tinha como tarefa zelar pela disciplina. Esta comissão visitava as casas, servia-se de denúncias e espionagem paga; os réus gravemente culpados, se persistissem no erro, eram entregues a um tribunal. Este proferiu, de 1541 a 1546, 58 sentenças de morte; a tortura era aplicada com frequência.
     O espirito calvinista pessimista fez com que a população de Genebra, local onde Calvino instaurou sua doutrina, se submetesse a esta disciplina; as festas eclesiásticas foram reduzidas aos domingos, o culto se limitou à oração, à pregação e ao canto de salmos, com a celebração da santa ceia quatro vezes ao ano. A vida social tomou um aspecto tristonho, pois foram abolidos o teatro, as danças, o jogo de cartas e a pompa das vestes.
      O Calvinismo declarou guerra aos humanistas, que eram libertinos no plano moral. Os calvinistas se tornaram inimigos da ciência, da arte e da literatura. Quem se opunha era reduzido ao silêncio com penas duras ou a morte.
     Em 27 de outubro de 1553, João Calvino, apoiou e chefiou a condenação do herege Miguel Servet, o médico, acabou sendo queimado em uma estaca nas redondezas de Genebra por suas heresias doutrinárias, no entanto, o precursor da predestinação da alma, esteve totalmente envolvido com a morte desse herege. Sabemos também que matou muitos outros, assim como numerosos católicos por não professarem sua fé, quando prefeito de Genebra, muitos acreditam que a morte deste médico espanhol já havia sido planejada a muito tempo, antes de Servet ser capturado pelos seus irmãos em Genebra, Calvino tinha escrito a seu amigo Farel, em 13 de fevereiro de 1546 (sete anos antes de Servet ser preso) e foi arquivado dizendo:

    “Se ele [Servet] vier [à Genebra], eu nunca o deixarei escapar vivo se a minha autoridade tiver peso.” (Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (Baker Book House, 1950), p. 371.)

     Em 1555, Calvino havia conquistador vitória sobre todos os seus inimigos. Nenhum pode mais abalar a sua posição de ditador religioso e também politico.

Igreja Anglicana (Episcopais)

O anglicanismo teve seu inicio do XVI na figura do rei Henrique VIII. Em 1524 Henrique recebeu do Papa Leão X o titulo de Defensor da fé, pois ele se opunha aos ensinamentos de Lutero na obra “Os Cativeiros da Babilônia”, com a afirmação escrita por Henrique, Os sete sacramentos.
      Henrique esposo de Catarina de Aragão se apaixonou por uma cortesã de nome, Ana de Boleyn. Por isso procurou de uma forma dissolver seu matrimônio com Catarina, alegando nulidade. O que foi rejeitado pela Santa Sé, pois o Papa Júlio II tinha dado a Henrique autorização para contrair matrimônio com Catarina que fora esposa de seu Irmão Artur I que falecerá.
      A corte real favorecia aos anseios de Henrique, e Catarina apelava a Santa Sé, pedindo justiça. O Papa Clemente VII resolveu entregar o exame do processo a um tribunal de Roma em 1529.
     Em 1531, o Papa proibiu Henrique de contrair novas núpcias. O rei vendo que poucas chances lhe restavam, quis obter a dissolução de seu casamento através da hierarquia da Inglaterra: Thomas Cromwell, um advogado que adquiria influência sobre o rei e  o aconselhava à se opor a Roma, como fizeram os príncipes alemães. Em fevereiro de 1531 uma assembléia do clero, instigada pelo rei, proclamou a Henrique VIII poder sobre a Igreja da Inglaterra, com a cláusula, “a medida que a Lei de Cristo permite”.
     Em 1533, Thomas Cranmer que tinha sido influênciado pela reforma luterana, declarou o casamento de Henrique com Catarina inválido, de modo que este se casou com Ana Boleyn. O Papa respondeu excomungando o monarca e declarando válido o casamento de Henrique com Catarina de Aragão. Em novembro de 1534, o parlamento inglês votou o “Ato de Supremacia” que proclamava o rei como o “Único e Supremo Chefe da igreja da Inglaterra.” Quem não reconhecesse este ato era punido com a morte. A grande maioria do clero se submeteu, clero este que já era corrompido. Resistiram, porém, até a morte vários leigos e clérigos, dos quais se destacam Tomás More e o bispo John Fisher.
      Muitos mosteiros foram fechados, imagens e relíquias destruídas, o rei queria conservar uma identidade católica na Inglaterra e se opunha a reforma protestante. Ele combatia o Papado e a reforma protestante ao mesmo tempo.
     Em meio a crises politicas e desejos pessoais foi fundado a Igreja Episcopal Anglicana na Inglaterra; tempo depois, Henrique condena a guilhotina aquela que teria sido a “causa” de seu cisma Ana Boleyn, e de seu terceiro matrimônio, o filho Eduardo VI, aos 10 anos sucedeu seu pai e morreu aos 16.
     Em 1553, a nação proclamava Maria Tudor filha de Henrique com Catarina, com a rainha da Inglaterra, ela era católica convicta e pôs a trabalhar pelo legado do Papa. A rainha tomou medidas exageradas no seu zelo à perseguir os hereges e o povo se opôs a ela. Após sua morte a tentativa de restauração católica na Inglaterra fracassou.
Sucedeu ao trono a rainha Elizabeth, filha de Henrique com Ana Boleyn, os católicos consideravam ela como rainha ilegítima, pois a mesma tinha prometido restituir a fé católica no pais, mas por interesses políticos, inclinou se ao poder e aos pregadores protestantes, que outrora teriam sido banidos da Inglaterra pela rainha Maria, e tomando medidas antipapais e anticatólicas.
       Ela restaurou a hierarquia episcopal na Inglaterra. Para isso foi escolhido como arcebispo de Cantuária um antigo capelão da rainha, Mateus Parker que foi ordenado bispo em 17/12/1559. Em um novo ritual chamado “Ordinal” confeccionado sob o rei Eduardo VI. Ele após ter sido sagrado bispo por Willian Barlon, que tinha sido ordenado válidamente no tempo de Henrique VIII, ordenou vários outros bispos, reconstituindo a hierarquia da igreja Anglicana.
    O Papa Leão XIII, declarou em 1896, que todas as ordenações anglicanas são inválidas por dois motivos básicos:

     1º Insuficiência do rito (Ordinal de Eduardo VI excluía qualquer alusão ao sacrifício de Cristo perpetuado nos altares pelo ministério dos sacerdotes)

    2º Falta de intenção válida (Willian Barlon queria constituir uma hierarquia diversa daquela que Cristo fundou, desvinculada da Sé de Pedro).

    Hoje na igreja anglicana até mesmo a ordenação de mulheres tem sido aceita, o que tem feito com que muitos anglicanos voltem para a Igreja Católica, pois a distorção tem a cada dia se tornado pior, do Evangelho e da Tradição.

Cardeal Newman

    John Henry Cardeal Newman (1801 -1890) foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. Foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI. Alguns pensamentos seus:

     “A comunhão Católica Romana é a comunhão com a Igreja dos Apóstolos.”

      “Eu seria louco se deixasse a Igreja Católica e voltasse ao reino da escravidão protestante.”

     “Aprofundar o conhecimento acerca da história é abdicar do protestantismo.”

     Aqui vemos exposto a raiz das seitas protestantes, que hoje já chegam a cerca de 56 mil no mundo, uma após a outra com sua maquinações e pseudocristianismo. Muitas delas com clara missão de tentar contra a única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Vigário na Terra o Papa.

     Eles tentarão de todas as formas, arrebatando ovelhas queridas por Jesus à ilusão das falsas religiões e falsos profetas que continuam a seduzir os “ignorantes na fé” sendo que todos os meios para nossa salvação esta contidos na Igreja Católica em seus sacramentos.
      Lembre se: “Católico ignorante é o primeiro protestante!”
   Que fique claro, a termologia “evangélica” para os protestantes esta errada; já que não há cunho evangélico em sua fundação, então chamemos por seus nome verdadeiro, outro erro comum a palavra, “nossos irmãos” esta errado, pois a Igreja Católica não é irmã de nenhuma seita protestante e sim Mãe daqueles que Cristo resgatou pelo seu sangue e Esposa do Cordeiro. E eles filhos desta Igreja, e que por rebeldia ou engano protestaram e estão no covil de lobos. Não estamos sendo intolerantes, com os protestantes, mas não podemos permite a afronta da verdade, pois é nossa intenção que cheguem ao conhecimento desta verdade e batam no peito pedindo misericórdia ao Senhor.

     “Não sabei que o protestantismo também possui um fundador sobrenatural? Sabeis agora, trata-se de um anjo e seu nome é Lúcifer” (São Pio)

- Luterana: Martinho Lutero, 1517 – Alemanha

- Anglicana: Henrique VII, 1534 – Inglaterra

- Calvinista: João Calvino, 1541 – Suiça

- Menonita: Meamo Simoms, 1550 – Holanda

- Prebiteriana: John Knox, 1567 – Escócia

- Congregacionalista: Robert Browee, 1580 – Inglaterra

- Batista: Jonh Smith, 1604 – Holanda

- Metodista: John Wesley, 1739 – Inglaterra

- Mórmom: Joseph Smith, 1830 – EUA

- Adventista: Willian Miller, 1831 – EUA

- Pentecostais: Charles Parham, 1900 – EUA

- Assembléia de Deus: Gunnar Vingren e Daniel Berg missionários chegaram no Brasil em 1910.

- Congregação Cristã do Brasil: Luigi Francescon - 1910

- Testemunhas de Jeová: Charles Taze Russel, 1916 – EUA

- Igreja do Evangelho Quadrangular: Aimeé Semple McPherson, 1944 - EUA

- Universal: Edir Macedo, Brasil – 1977

Destas quantas outras não surgiram?

      “Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles vos hão de explorar por palavras cheias de astúcia. Há muito tempo a condenação os ameaça, e a sua ruína não dorme.” (2Pd 2, 1-3)

Por Junior Mathias
 
Fonte: Falsas Doutrinas – Prof. Felipe Aquino